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O barulho que não funciona
Por Weber Negreiros | 25 de março de 2019

“Elogie em público e corrija em particular. Um sábio orienta sem ofender e ensina sem humilhar”. Com essa sábia frase de Mário Sérgio Cortella iniciamos nosso bate papo dessa semana.

Quem não se sente mal ao presencial alguém que tenta impor seu poder por meio da ignorância ou de posicionamentos feitos de forma e em hora errada? Claro que a resposta é óbvia ninguém gosta de ser chamado atenção em frente aos outros. Agora pior do que externar suas frustrações em cima dos outros, é não atentar que a forma de você falar com alguém ou de alguém, define fielmente seu perfil de personalidade.

Lembram da mensagem anterior que falamos dos professores de Deus? Esse tipo de comportamento é característico das pessoas que se acham professores de Deus.

Não existe melhor forma de tratar as pessoas que não seja através do respeito e sempre se colocando no lugar do outro. Sempre que você for externar sua opinião, seja favorável ou negativa, busque se colocar no lugar do outro. Pense que ninguém é perfeito, mesmo sabendo que muitos buscam errar o menos possível.

As falhas são coisas que nos acompanham ao longo da vida. Errar é típico do ser humano, permanecer no erro, aí sim, merece atenção especial, mas nunca com arrogância, humilhação ou prepotência.

Outra coisa que deve ser lembrada e relembrada é que ninguém faz nada sozinho. Vamos a uma analogia: um time de futebol com 11 titulares e mais 11 reservas, comissão técnica e um técnico bastante severo, mas consciente da necessidade de integrar a equipe. No primeiro turno do campeonato o time vinha apresentando desempenho irrepreensível e um espirito de equipe invejável comparado aos demais times que estavam na competição. Saindo campeão do primeiro turno, a equipe deu uma relaxada e os primeiros resultados dessa nova fase do campeonato não estavam sendo positivos. Surgia um clima ainda não vivenciando pelo time na competição. Com isso houve espaços para alguns atritos e o surgimento da competição interna entre os jogadores, em especial os que estavam na reserva. Começou um aponta aponta de erros e dedos que tinham como único objetivo desestabilizar a equipe e quem estava na posição de titular. O técnico ao ver aquilo, comprou e entrou na briga, aceitando os argumentos de alguns reservas e começou a fazer cobranças sem avaliar o cenário e as reais causas desse desempenho. Ao longo de 5 rodadas o time imergiu em um clima de negativismo e todo o grupo começou a achar que tinha algo errado. Como a nova forma de se relaciona com a equipe passou a ser dominada por gritos e humilhações, o resultado final do campeonato foi a equipe terminar a competição na área de rebaixamento.

Essa analogia serve para identificarmos as armadilhas que nós mesmos criamos, por meio dos nossos comportamentos equivocados.

As palavras têm poder. Acordar todo dia prevendo um dia ruim, você terá grandes chances de realizar essa profecia. No caso das nossas organizações, nós criamos situações, empoderamos pessoas erradas, comprometemos o clima organizacional e pessoas antes admiradas passam a ser temidas, e sua liderança deixa de ser regida pelo respeito e passa a adotar a cultura do medo. Tudo isso porque achamos que a liderança pela força é o melhor caminho.

Por isso não esqueça que a educação por meio de elogios serve também como um atalho para que você no momento certo faça as cobranças que devem ser feitas. Não será com um grito ou mesmo uma exposição de alguém que você será admirado pela sua equipe e muito menos o caracterize como líder.

O líder é aquele que motiva, que encanta, que sabe se colocar no lugar do outro e acorda todos os dias pensando nas soluções e não mergulhando nos problemas. Liderar uma equipe é saber que respeito, humildade, paciência, calma e sabedoria fazem muito mais do que força e raiva. Pense nisso, gritar pode comprometer um belo projeto.

Uma ótima semana a todos!

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