22 de maio de 2022 1:29 AM

Causa Animal

Assembleia Legislativa declara de utilidade pública associação Radarr

Foto: Jader Souza
PDL nº 14/2021 foi aprovado por unanimidade; rede de apoio e defesa trabalha de forma contínua, resgatando e cuidando de animais
SupCom / ALE-RR

Durante a sessão plenária desta terça-feira (12), foi aprovado por unanimidade o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 14/2021, de autoria da deputada Angela Águida Portella (PP), que declara de utilidade pública a Rede de Apoio e Defesa dos Animais de Roraima (Radarr). A medida facilitará o acesso a recursos para elaboração de políticas públicas que garantam direitos previstos na Constituição Federal.

“A legislação compreende os direitos dos animais, mas poucas pessoas têm essa sensibilidade e fazem algo em prol dos animais abandonados. Agora, com aprovação do PDL, a Radarr vai ter uma visibilidade maior, além de estar apta a receber recursos públicos, porque um trabalho de acolhimento, de proteção, abrigo, saúde, feito para cães, gatos, cavalos, enfim, demanda um gasto muito grande”, destacou a deputada.

Ela lembrou da campanha “Abril Laranja”, que tem o objetivo de reforçar a prevenção e o combate aos maus-tratos de animais e parabenizou as instituições voltadas à causa em Roraima.

“Estamos no mês de prevenção à crueldade contra os animais e calhou de, exatamente nesta data, aprovarmos esse reconhecimento. Além da Radarr, nós temos a Arca, a Yawara e pessoas que fazem um trabalho voluntário no Estado”, ressaltou.

O presidente da Comissão de Defesa e Proteção aos Direitos dos Animais, deputado Chico Mozart (PP) parabenizou a deputada pela proposta e saudou todos os protetores e representantes das ONGs (organizações não governamentais) que trabalham em prol da causa animal.

“As pessoas procuram as ONGs em caso de maus-tratos e são elas que fazem toda a diferença. Nada mais justo receber esse reconhecimento”, disse.

A Radarr, uma associação sem fins lucrativos, que trabalha de forma contínua resgatando e cuidando de animais de rua vulneráveis ou vítimas de maus-tratos, foi fundada em 2016 e tem sede em Boa Vista. Para a fundadora, Palmira Leão, o momento é de reconhecimento e gratidão.

“Nós estamos muito à vontade para receber esse título porque temos a consciência do trabalho que realizamos, feito com muito amor, carinho e sacrifício”, destacou.