22 de maio de 2022 12:43 AM

Rússia

Conselheiro ameaça com saída de tratados nucleares

Foto: Deutsche Presse
Rússia : conselheiro ameaça com saída de tratados nucleares Conselheiro de Segurança diz que sanções são "impotência política" Share on WhatsApp Share on Facebook Share on Twitter Share on Linkedin Publicado em 26/02/2022 - 12:50 Por RTP* - Moscou RTP - Rádio e Televisão de Portugal O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia avisou hoje (26) que o país pode optar por sair do acordo nuclear e congelar os ativos ocidentais na Rússia, considerando que as sanções são prova da "impotência política" do Ocidente. Citado pela Associated Press, Dmitry Medvedev, que é vice-presidente do Conselho presidido por Vladimir Putin, escreveu na sua página na rede social russa VKontakte que as sanções impostas pelos Estados Unidos, União Europeia e outros aliados podem dar a Moscovo um pretexto para uma revisão completa dos laços com o Ocidente. Em concreto, apontou que a Rússia pode optar por sair do programa de controlo de armas nucleares New START, que limita o arsenal das duas antigas potências da Guerra Fria. Além disso, Medveded escreveu também que "não há uma necessidade particular de manter relações diplomáticas" com alguns países ocidentais e acrescentou: "Podemos olhar uns para os outros através de binóculos e miras de armas". Na mensagem, o responsável aventou a possibilidade de congelar ativos financeiros de empresas e pessoas ocidentais na Rússia e disse que as sanções impostas à Rússia são um reflexo da "impotência política" do Ocidente. A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos 198 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 120.000 deslocados desde o primeiro dia de combates. O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário. O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.
RTP - Rádio e Televisão Portuguesa

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia avisou hoje (26) que o país pode optar por sair do acordo nuclear e congelar os ativos ocidentais na Rússia, considerando que as sanções são prova da “impotência política” do Ocidente.

Citado pela Associated Press, Dmitry Medvedev, que é vice-presidente do Conselho presidido por Vladimir Putin, escreveu na sua página na rede social russa VKontakte que as sanções impostas pelos Estados Unidos, União Europeia e outros aliados podem dar a Moscovo um pretexto para uma revisão completa dos laços com o Ocidente.

Em concreto, apontou que a Rússia pode optar por sair do programa de controlo de armas nucleares New START, que limita o arsenal das duas antigas potências da Guerra Fria.

Além disso, Medveded escreveu também que “não há uma necessidade particular de manter relações diplomáticas” com alguns países ocidentais e acrescentou: “Podemos olhar uns para os outros através de binóculos e miras de armas”.

Na mensagem, o responsável aventou a possibilidade de congelar ativos financeiros de empresas e pessoas ocidentais na Rússia e disse que as sanções impostas à Rússia são um reflexo da “impotência política” do Ocidente.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos 198 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 120.000 deslocados desde o primeiro dia de combates.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.