1 de julho de 2022 12:08 PM

Arte & Cultura

Exposições e eventos celebram e rediscutem a Semana de Arte Moderna

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo abriga a maior parte da programação cultural
Elaine Patrícia Cruz

Em diversas partes do Brasil, eventos culturais celebram o centenário da Semana de Arte Moderna. Além da comemoração, a programação também ajuda a contar um pouco sobre a história da semana e rediscute sua importância e legado.

A maior parte dos eventos está programada para ocorrer em São Paulo, cidade que abrigou a Semana de Arte Moderna em fevereiro de 1922. O governo paulista, por exemplo, criou um site para promover parte da programação comemorativa que vai ocupar museus, teatros e outros equipamentos culturais.

Exposição Era Uma Vez o Moderno [1910-1944], com curadoria do pesquisador Luiz Armando Bagolin e do historiador Fabrício Reiner, no Centro Cultural Fiesp, Avenida Paulista.
Exposição Era Uma Vez o Moderno [1910-1944], com curadoria do pesquisador Luiz Armando Bagolin e do historiador Fabrício Reiner, no Centro Cultural Fiesp, Avenida Paulista. – Rovena Rosa/Agência Brasil

Já a prefeitura de São Paulo promove o Projeto 22+100, que trará uma série de atividades marcadas para ocorrer no período de 100 dias, até 1º de maio.

Agenda Tarsila, iniciativa que faz parte do projeto Modernismo Hoje, com realização da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, também reúne um compilado de exposições e de eventos que vão ocorrer este ano em celebração ao centenário.

Mas a programação não é uma exclusividade de São Paulo. Há eventos marcados no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e na Bahia, por exemplo.

Confira parte da programação:

São Paulo

Conjunto Nacional

Com curadoria de Vera Simões, 13 artistas contemporâneos prestam homenagem aos artistas modernistas de 22, durante todo o mês de fevereiro. Banners com arte impressa desses13 artistas estampam a fachada do Conjunto Nacional, que fica na Avenida Paulista. Cada banner homenageia um artista modernista.

Fiesp

Exposição Era Uma Vez o Moderno [1910-1944], com curadoria do pesquisador Luiz Armando Bagolin e do historiador Fabrício Reiner, no Centro Cultural Fiesp, Avenida Paulista.
Exposição Era Uma Vez o Moderno [1910-1944], com curadoria do pesquisador Luiz Armando Bagolin e do historiador Fabrício Reiner, no Centro Cultural Fiesp, Avenida Paulista. – Rovena Rosa/Agência Brasil

No Centro Cultural Fiesp, localizado na Avenida Paulista, está em cartaz a exposição Era uma Vez o Moderno. A mostra, gratuita e com curadoria de Luiz Armando Bagolin e de Fabrício Reiner, reúne diários, cartas, manuscritos, fotos e obras dos artistas e intelectuais que fizeram parte de diversas iniciativas em torno da implantação de uma arte moderna no Brasil, entre os anos de 1910 e 1944. A exposição conta com mais de 300 obras e documentos e segue até o dia 29 de maio. Entre os quadros em exibição está O Homem Amarelo, um dos mais conhecidos de Anita Malfatti. A pintura esteve na exposição de 1917 e na Semana de Arte Moderna de 1922.

CCBB

No centro da capital paulista está em cartaz a exposição Brasilidade Pós-Modernismo. A mostra vai até o dia 7 de março no Centro Cultural Banco do Brasil e apresenta trabalhos contemporâneos de 51 artistas como Tunga, Adriana Varejão e Cildo Meireles, entre outros. A mostra chama a atenção para as diversas características da arte contemporânea brasileira da atualidade cuja existência se deve, em parte, ao legado da ousadia artística cultural proposta pelo Modernismo. A entrada é gratuita

Pinacoteca

Exposição John Graz na Pinacoteca de SP
Pinacoteca de SP – Rovena Rosa/ Agência Brasil

Na Pinacoteca, a exposição Modernismo: destaques do acervo fica em cartaz até o dia 31 de dezembro. A mostra é composta por 134 obras de artistas ligados ao modernismo e que estarão espalhadas por diversas salas do museu. Dentre as obras está a pintura Amigos, de Di Cavalcanti, que fez parte da exposição histórica que inaugurou a Semana de Arte Moderna, no Theatro Municipal de São Paulo. Também estará em destaque a obra Antropofagia, de Tarsila do Amaral.

Museu Afro

Padre Jesuíno do Monte Carmelo aos Olhos de Mário de Andrade é a exposição em cartaz no Museu Afro Brasil, que traz ao museu 27 obras do padre Jesuíno do Monte Carmelo, provenientes de igrejas das cidades de Itu e de São Paulo. A pesquisa sobre as pinturas das igrejas e dos conventos da cidade de Itu foi uma das últimas feitas por Mário de Andrade, um dos grandes nomes do Modernismo brasileiro. A mostra pode ser conferida até o dia 30 de junho.

IMS

Modernidades fora de foco: a fotografia e o cinema no Brasil é a exposição que o Instituto Moreira Salles está preparando para este ano para dialogar com o centenário, apresentando duas expressões artísticas que ficaram de fora da Semana: a fotografia e o cinema. A exposição, prevista para o segundo semestre, deve explorar o processo de urbanização ocorrido nas principais cidades brasileiras à época – Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belém, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre – durante a Primeira República (1889-1930).

Theatro Municipal

O Municipal terá, entre os dias 10 e 17 de fevereiro, uma programação especial, que conta com apresentações da Orquestra Sinfônica Municipal, Coral Paulistano, Quarteto de Cordas e Balé da Cidade, ciclo de encontros, shows, sarau e expedições e diversas atividades. A programação é uma celebração à Semana de Arte Moderna, que aconteceu no mesmo museu há 100 anos.

Memorial da América Latina

 O Memorial da América Latina é um centro cultural, político e de lazer, inaugurado em 18 de março de 1989 na cidade de São Paulo
O Memorial da América Latina é um centro cultural, político e de lazer, inaugurado em 18 de março de 1989 na cidade de São Paulo – Marcelo Camargo/Agência Brasil

O público que visitar o Memorial da América Latina poderá conferir, nas pilastras do Pavilhão da Criatividade Darcy Ribeiro, a exposição de 16 caricaturas gigantes de artistas ligados ao movimento de 22. A mostra tem curadoria de Jal, presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil. A entrada é gratuita.

 

Bahia

Casa Memorial Régis Pacheco, em Vitória da Conquista

A exposição multilinguagem Arte Conquista, no Memorial Governador Régis Pacheco apresenta obras de 20 artistas, das mais variadas artes – plásticas, fotografia, música, teatro, literatura e dança – e com influências que remetem ao movimento modernista. Até 28 de fevereiro.

 

Belo Horizonte

Palácio da Liberdade

Já o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, apresenta a exposição Recortes Modernos do artista Alfredo Ceschiatti. A mostra conta com obras que compreendem o período de 1942 a 1969. São 13 esculturas de Ceschiatti, que é um dos mais notáveis nomes do modernismo brasileiro e mundial. A exposição poderá ser vista gratuitamente até 13 de março.

 

Rio de Janeiro

Paço Imperial

No Paço Imperial, o público confere, até o dia 20 de março, a exposição A Afirmação Modernista – A Paisagem e o Popular Carioca na Coleção Banerj, com mais de 120 pinturas, desenhos, gravuras e esculturas.

Festa Literária das Periferias

Até o dia 18 de fevereiro, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu da História e Cultura Afro-Brasileira (Muhcab) apresentam a Festa Literária das Periferiras (Flup), que vai celebrar o modernismo negro, homenageando Lima Barreto, Pixinguinha e Josephine Baker. A programação abrange shows, mesas de debate, performances e espetáculos de dança. A programação do evento pode ser consultada na internet.