21 de maio de 2022 11:37 PM

Marco Para Roraima

Gabriel Picanço destaca assinatura de acordo de compensação para avanço do Linhão de Tucuruí

Foto: Alfredo Maia
Indígenas da reserva Waimiri-Atroari devem receber R$ 130 milhões em razão de impactos causados pelas obras
Suellen Gurgel

O deputado Gabriel Picanço (Republicanos) também usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) para falar sobre a assinatura do acordo de compensação dos impactos causados pelas obras da construção do Linhão de Tucuruí na reserva Waimiri-Atroari que vai repassar mais de R$ 130 milhões aos indígenas. A linha irá integrar o Estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O documento será assinado nesta terça-feira (3) pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Quero dar um testemunho de alegria por Roraima. Está acontecendo um dos maiores investimentos para a nossa população que é a assinatura desse acordo. Infelizmente, temos que chamar de acordo, com ONGs (organizações não governamentais), com maus brasileiros que estão nessas ONGs que obrigaram, por meio da Justiça, que o presidente da República assine um acordo de compensação. Acordo de compensação é nada mais do que dinheiro. É o governo federal pagar para ele mesmo. Pagar da própria terra dele, que as terras dos Waimiri-Atroari são da nação brasileira. Então, o governo está pagando para ele mesmo construir obras para o povo do nosso Estado”, frisou.

Apesar do montante repassado aos indígenas, o parlamentar ressaltou que a população roraimense vai ser beneficiada após a finalização do linhão, que deixará as contas de energia mais baratas. “Quem ganha com isso é Roraima. É o nosso povo que vai ganhar, porque o Estado vai se desenvolver e, consequentemente, a energia vai ficar mais barata. Nós pagamos uma das energias mais caras do mundo e nós somos o estado mais pobre do país, com as maiores dificuldades”, declarou.

Após a assinatura do acordo, o próximo passo, conforme Picanço, será a liberação da passagem pela terra indígena que, atualmente, é controlada por uma corrente.

“Passamos 12 meses por ano, durante 12 horas, sem poder atravessar a reserva Waimiri-Atroari e lá não tem nada estranho, não existe guerra, não existe nada. Nunca foi comprovado que atropelaram, mataram indígena ou que invadiram. Mas isso, se Deus quiser, vai ser matéria vencida, que o governo vai destravar aquela corrente também. Vai ser a segunda etapa, a luta. A energia será resolvida e nós vamos lutar para que a gente possa destravar aquela corrente lá do Jundiá, porque não somos nenhum albergado, somos um estado livre e por isso queremos essa oportunidade, que a Justiça e o governo federal olhem com bons olhos”, concluiu o parlamentar.

Fica Espanhol’

Ainda durante a sessão plenária desta terça-feira, o deputado Evangelista Siqueira (PT) aproveitou a oportunidade para destacar a presença dos professores de língua espanhola no Plenário Noêmia Bastos Amazonas e agradecer o apoio do deputado Picanço à aprovação em segundo turno da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) “Fica Espanhol”.

“Gostaria de destacar na sua fala, deputado, um aspecto muito importante quando o senhor se refere a esses guerreiros aqui do espanhol. Primeiro, para agradecer desde já o seu apoio e dos deputados Jeferson Alves [União], George Melo [DC] e Catarina Guerra [União]. Todos votaram, no primeiro turno na PEC do ‘Fica Espanhol’, da recomposição do espanhol à grade curricular estadual e nós estamos aqui, sessão após sessão, toda a ordem do dia, colocando a PEC para votação em segundo turno, mas ainda não conseguimos quórum, infelizmente. Mas são bravos esses guerreiros aqui. Vocês sabem que a luta de vocês é justa”, informou.

O parlamentar esclareceu ainda que dialoga com os demais parlamentares para que o documento seja aprovado em segundo turno. “Saibam do nosso esforço, comprometimento de trabalhar deputado por deputado, conversando, dialogando. E se aprovamos no primeiro turno, vamos buscar a aprovação em segundo”, disse.